A cada semana, você confere destaques do esporte que foram ao ar no programa Galera do Esporte, apresentado por Daniel Gomes todo o domingo das 19h às 21h na rádio comunitária Cantareira FM 87,5 e também em www.radiocantareira.org Informações esportivas podem ser enviadas para galeradoesporte@hotmail.com







terça-feira, 28 de agosto de 2012

Brasil estará entre os melhores na paralimpíada de Londres

Começa na quarta-feira, 29 de agosto e segue até 9 de setembro, a 14ª edição dos jogos paralímpicos, neste ano em Londres. A capital britânica acolherá 4.200 atletas, de 165 países, e a expectativa é que a edição ultrapasse o sucesso alcançado em Pequim 2008, quando foram quebrados 279 recordes mundiais.
 
Oficialmente, a primeira edição dos jogos paralímpicos aconteceu em Roma 1960, mas já em 1948, na Grã-Bretanha, houve o início das competições voltadas para pessoas com deficiência, quando o neurologista Ludwig Guttmann usou do esporte no Centro Nacional de Lesionados Medulares para tratar de soldados britânicos. Na 2ª Guerra Mundial, muitos soldados britânicos perderam membros do corpo ou a capacidade de audição e visão.
 
Nos jogos de Stoke Mandeville de 1948, 16 veteranos de guerra participaram das disputas. O sucesso da competição fez com que portadores de deficiência de outras nações praticassem esportes, o que permitiu que em 1952 acontecesse os Jogos Internacionais de Mandeville, com 130 esportistas ingleses e holandeses. Finalmente, em 1960, houve a primeira Olimpíada dos Portadores de Deficiência, a atual paralímpiada, que reuniu 400 atletas de 23 países, todos cadeirantes.
 
De Roma em diante, os jogos passaram a ser disputados ininterruptamente de quatro em quatro anos. Desembarcaram em Tóquio em 1964, Tel Aviv em 1968 (quando a olimpíada foi na Cidade do México), Heidelberg em 1972 (quando os jogos olímpicos aconteceram em Munique), Toronto, em 1976 (durante a olimpíada em Montreal), e Arhem, em 1980 (ano da olimpíada em Moscou).
 
Em 1984, os jogos paralímpicos aconteceram em Stoke Mandeville e em Nova York, e nos demais anos foram realizados mesma cidade da olimpíada: Seul 88, Barcelona 92, Atlanta 96, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e agora em Londres. Na história das Paralimpíadas, 101 países já conquistaram medalhas, com destaques para os Estados Unidos, com 1742 pódios, seguidos pela Grã-Bretanha com 1324 medalhas.

Brasil nos jogos paralímpicos
 
Em sete edições anteriores, o Brasil já enviou delegações para os jogos paralímpicos. Até o começo de Londres 2012, o país contabilizava 117 medalhas, sendo 30 de ouro, 41 de prata e 46 de bronze.
 
Na Paralímpiada de Londres, o Brasil vai ter ao menos um representante em 18 das 20 modalidades em disputa. A delegação que conta com 182 atletas, sendo 115 homens e 67 mulheres, atuará coletivamente no basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball e vôlei sentado.
 
Vai ter atleta brasileiro também no atletismo, bocha, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, halterofilismo, judô, natação, remo, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, vela adaptada e tiro esportivo e hipismo. A bandeira verde amarela só não será vista no tiro com arco e no rugby em cadeira de rodas.

Meta palpável do sétimo lugar no quadro de medalhas
 
A meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é ambiciosa: alcançar o sétimo lugar no quadro de medalhas em Londres e chegar ao quinto posto na Paralimpíada Rio 2016. Condições técnicas para isso existem.
 
Prova disso foi o primeiro lugar no quadro de medalhas no Parapan de Guadalaraja, em 2011, com 197 medalhas, sendo 81 recebidas no lugar mais alto do pódio, 30 ouros a mais que os Estados Unidos. Some-se a isso, o retrospecto de 47 medalhas na Paralimpíada de Pequim 2008, 16 das quais douradas, que renderam ao Brasil o nono lugar no ranking de medalhistas, com três ouros a menos que o Canadá, sétimo colocado.

No atual ciclo olímpico não faltaram investimentos de governos municipais e estaduais, e do federal no paradesporto. Em 2011, o Ministério do Esporte repassou ao CPB, R$ 19,4 milhões para o desenvolvimento do paradesporto no país. No mesmo ano, a Prefeitura carioca criou o Time Rio e o governo do Estado de São Paulo tirou do papel o Time São Paulo, oferecendo melhores estruturas para treinamentos e competições dos paradesportistas.
 
No comparativo com o ciclo de Pequim 2008, os investimentos do CPB saltaram de R$ 77 milhões para R$ 165 milhões, contando, além das verbas governamentais, com recursos de empresas parceiras como a Caixa Econômica Federal e a Infraero.
 
As esperanças de ouro em Londres
 
Os investimentos e boa capacidade técnica têm feito alguns paradesportistas brasileiros ganharem projeção no cenário internacional e há promissora perspectiva de bons resultados em Londres.
 
Nos esportes coletivos espera-se ouro das seleções masculinas de vôlei sentado, goalboll e futebol de 5, campeãs no Parapan de Guadalaraja, sendo que os futebolistas brasileiros foram ouro também na paralimpíada de Pequim.
 
A natação brasileira também vai para Londres com esperanças de ao menos repetir a fantástica campanha de Pequim, quando nossos nadadores subiram ao pódio por 19 vezes. Um deles, aliás, é a maior estrela do paradesporto mundial atualmente: Daniel Dias, campeão mundial em diversas categorias, faturou quatro ouros em Pequim e simplesmente 11 ouros no Parapan de Guadalaraja.
 
No judô, as maiores esperanças do país estão com Karla Ferreira, medalhista de ouro no Parapan de Guadalaraja, além de Daniele Bernardes, Magno Marques, Antônio Tenório e Willians Silva, prata na mesma competição.
 
No atletismo, Terezinha Guilhermina chega a Londres com credenciais para colocar seu nome na história. Deficiente visual, Terezinha vai disputar os 100, 200 e 400 metros rasos da categoria T11. Ela é a recordista mundial nos 200 e 400 metros.
 
Outro corredor brasileiro que merece destaque é Lucas Prado, que na paralimpíada de Pequim, faturou três medalhas de douradas, feito só igualado na oportunidade pelo sulafricano Oscar Pistorius. Aos 27 anos, Lucas que já teve passagens pelo goalball e futebol de 5, possui cinco medalhas parapanamericanas, três no Rio de Janeiro e duas em Guadalaraja, e foi campeão mundial dos 400 metros rasos em 2011.
 
Agora resta torcer. A princípio, o que de melhor poderia ser feito neste ciclo olímpico foi cumprido. O sétimo lugar no quadro de medalhas em Londres para o paradesporto brasileiro não é utopia, é uma projeção real alicerçada em um detalhado e competente planejamento.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Longo e dispendioso caminho ao Top 10 olímpico

O Brasil despediu-se dos jogos olímpicos de Londres 2012 com a melhor campanha de sua história, em quantidade de conquistas: foram 17 medalhas, sendo três ouros, cinco pratas e nove bronzes, duas conquistas a mais que as melhores campanhas até então: Atlanta 1996 e Pequim 2008, quando o país subiu 15 vezes ao pódio. No entanto, se consideradas apenas as conquistas de ouro, o Brasil nunca foi tão bem como em Atenas 2004, quando obteve cinco ouros.

As 17 medalhas do país em Londres superaram a expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que projetava 16 conquistas, mas ficaram aquém do que esperava o Ministério do Esporte, em especial o ministro Aldo Rebelo, que antes dos jogos aguardava 20 pódios do chamado Time Brasil, o agrupado de representantes brasileiros – 259 inscritos, dos quais 257 competiram.

“A nossa análise decorria da ideia de que o nosso desempenho em Londres teria a interferência dos recursos que foram aplicados de Pequim para Londres e teriam resultado, mas a nossa tarefa é olhar para o futuro. Vamos analisar as nossas deficiências, não só as do governo, mas a dos demais agentes que participam do esforço, e olhar com uma perspectiva otimista para o futuro e olhar para o Rio como um desafio a ser abraçado", comentou Aldo Rebelo, ainda em Londres.

Já Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, manifestou opinião diferente. “O COB veio para Londres com uma expectativa realista, que era conquistar um número de medalhas próximo ao que foi obtido em Pequim. O resultado final foi dentro do esperado e está de acordo com o planejamento do COB para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Temos o desafio de colocar o Brasil entre os Top Ten e já estamos trabalhando para isso”, afirmou. 

O caminho para chegar aos 10 mais das olimpíadas

Figurar entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas em 2016 não será tarefa fácil para o Time Brasil. Basicamente há duas alternativas, que se mescladas podem dar certo: deixar de perder finais e aumentar investimentos para ampliar a quantidade de medalhas conquistadas.

Em Londres 2012, entre os dez primeiros colocados, a Hungria, que terminou em nono lugar, conseguiu o mesmo número de medalhas do Brasil, 17, com a diferença de que deste total oito foram de ouro, já o Brasil teve três medalhas douradas (Sarah Menezes, judô; Arthur Zanetti, ginástica artística; e seleção feminina de vôlei). Hipoteticamente, se as cinco medalhas de prata do país virassem ouro, o Time Brasil chegaria entre os 10 primeiros no quadro.

Mas essa mudança seria improvável. Das cinco pratas, as dos homens no vôlei, futebol e vôlei de praia (Alison e Emanuel) foram inesperadas negativamente, pois o Brasil era favorito nas finais. Se todas fossem conquistadas ou duas dessas três, o Brasil terminaria os jogos no 15° lugar. Se além dessas, Esquiva Falcão não tivesse perdido a final do boxe por apenas um ponto, o Brasil chegaria, hipoteticamente, a sete ouros, ocupando o 12° lugar no quadro de medalhas. Restaria a alternativa do improvável: que Tiago Pereira, na natação, fosse ouro nos 400 metros medley, onde a própria conquista da prata foi uma surpresa positiva; ou que César Cielo confirmasse o favoritismo e ficasse com o ouro ao invés do bronze nos 50 metros livre.

Aumentar a quantidade e a diversidade de medalhas

Como diriam os mais tradicionalistas, o “se não entra em campo”, então o caminho mais realista é o país trabalhar para ampliar a quantidade de medalhas conquistadas e, se possível, a diversidade também, pois das 28 modalidades que o Brasil participou em Londres, apenas em oito trouxe medalhas: judô, vôlei (indoor e praia), natação, vela, boxe, futebol, pentatlo moderno e ginástica artística.

De acordo com o COB, a meta para 2016 é justamente aumentar o número de medalhas nas modalidades em que o Brasil já tem tradição, conquistar medalhas em modalidades em que ainda não subiu ao pódio e dar mais atenção às modalidades individuais, que distribuem mais medalhas. Essa última estratégia foi adotada em Londres 2012, e deu certo, por quatro países de modo especial: Hungria (9°), que apostou nas provas de canoagem, Cazaquistão (12°), Irã (17°) e Coréia do Norte (20°), que se especializaram em ouros no levantamento de peso.

“Vamos investir mais nos esportes individuais, porém acreditamos que as conquistas de um país devem acontecer em um número diversificado de modalidades. Além de termos tradição nos esportes coletivos, que continuarão a ter peso importante no nosso planejamento, precisamos ampliar o leque de possibilidades e conquistas. Nossos carros-chefes em 2016 serão o judô e o vôlei, porém é importante desenvolvermos o esporte com um todo, e não apenas uma ou duas modalidades”, comentou, ainda em Londres, Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo de esportes do COB.

Apesar de o comitê comemorar as 17 medalhas em Londres, houve clara preocupação com a redução da participação do país em finais em olímpicas: em Pequim, o Brasil esteve em 41 decisões, em Londres, em 36. A relação é óbvia para a maioria das modalidades: só pode ser medalhista quem é finalista.

Também houve desagrados com o desempenho da natação (voltou sem ouro) e do taekwondo (só levou dois atletas e alcançou uma semifinal com Diogo Silva) e com as decepcionantes representações do atletismo (pela primeira vez, desde Barcelona 1992 ficou sem medalha), basquete feminino (não passou da primeira fase), futebol feminino (pela primeira vez não chegou às semifinais) e ginástica artística feminina (pela primeira vez, desde Sydney 2000, fora das finais).

“Vamos nos reunir com as Confederações e analisar a situação desses esportes. Precisamos avançar em modalidades que distribuem muitas medalhas, como natação e atletismo, e recuperar o nível de algumas coletivas, como basquete e futebol feminino. O desafio para 2016 não será somente do COB, mas de todas as confederações”, avaliou Marcus Vinícius.

Ampliação de investimentos

Entre o ciclo olímpico de Pequim 2008 e o de Londres 2012, o COB investiu no desporto de alto rendimento R$ 101 milhões a mais de verbas obtidas com base na Lei Agnelo Piva (que repassa ao COB e à Confederação Paralímpica Brasileira 2% da arrecadação bruta das loterias federais). O Time Brasil recebeu, só aplicar no desporto de alto rendimento, R$ 230 milhões para Pequim 2008 e R$ 331 milhões para Londres 2012, crescimento de 44%, que resultou apenas em duas medalhas a mais e uma posição acima da obtida anteriormente. O Brasil saltou de 23° para 22° no quadro de medalhas.

Em valores absolutos, e só considerando o repasse de recursos pela lei Agnelo Piva, cada uma das 15 medalhas brasileiras em Pequim 2008 teve um custo de R$ 15,33 milhões. Em Londres 2012, essa relação custo/medalha foi de R$ 19,47 milhões, dividindo-se o total repassado pelas 17 medalhas obtidas.

Se hipoteticamente o planejamento para Londres 2012 fosse feito a partir do custo de cada medalha em Pequim 2008, o montante de R$ 331 milhões repassado neste ciclo olímpico deveria resultar em 21 ou 22 medalhas na capital britânica, ou seja, de seis a sete a mais do que as 15 conquistadas na cidade asiática.

Ainda no plano de hipóteses, agora com projeções de investimentos para o Rio 2016: se o Brasil tomar como espelho a Itália, que teve 28 conquistas em Londres, sendo o segundo país com menor número de medalhas entre os 10 primeiros colocados no ranking olímpico (o menor entre os top 10, como já citado, foi a Hungria com 17 medalhas) seria preciso que nossos atletas conquistassem 11 medalhas a mais do que em Londres.

Tendo por base a relação custo/medalha do país nos jogos na capital brtiânica (R$ 19,47 milhões), o Brasil precisaria acrescer R$ 214,2 milhões aos R$ 331 milhões que investiu em Londres com recursos da lei Agnelo Piva, na prática, o montante total superaria os R$ 545 milhões de repasse durante o ciclo olímpico Rio 2016.

De acordo com o Ministério do Esporte, o governo vai anunciar nas próximas semanas um plano de investimento no esporte olímpico, que deverá ampliar o volume de recursos que foram disponibilizados na preparação para Londres 2012. O objetivo é aumentar o número de medalhas e fazer o país chegar ao Top 10 olímpico em 2016. O tempo é curto e o caminho é longo e dispendioso...

sábado, 21 de julho de 2012

Cantareira em Ritmo Olímpico: programa especial sobre as olimpíadas estreia quinta-feira

Informações em tempo real dos jogos. Histórias e curiosidades das edições olímpicas já realizadas, aspectos culturais dos países participantes das disputas em Londres, entrevistas com atletas e muita, mas muita mesmo, interatividade com o ouvinte.

Assim será o Cantareira em Ritmo Olímpico, que estreia na próxima quinta-feira, às 9h, na rádio comunitária Cantareira FM 87,5 (www.radiocantareira.org), com apresentação dos jornalistas Daniel Gomes e William Douglas.


Em 2007, os dois formaram dupla para a transmissão off-tube do Pan do Rio 2007, como parte do projeto de conclusão de curso em jornalismo pela Universidade Estadual Paulista. Agora reviverão a emoção de atuarem juntos, dessa vez sem poder narrar os eventos, pois a emissora não detém direitos de transmissão da olimpíada, mas com a expectativa de oferecer uma avalanche de informação, detalhes culturais e resultados dos jogos olímpicos.

O programa vai ao ar e à web de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, aos sábados, das 6h às 8h, e aos domingos das 19h às 21h, no horário que o "amigo do esporte" já está acostumado a curtir o Galera do Esporte, onde Daniel e William fazem tabelinha desde 2010: Gomes, na apresentação, WD, nas reportagens.

Cantareira em Ritmo Olímpico, imperdível: a partir da próxima quinta-feira, 26 de julho, até 12 de agosto, em www.radiocantareira.org. Interações em galeradoesporte@hotmail.com, cantareirafm@hotmail.com e pelas contas de Facebook William Douglas, Daniel Gomes e Cantareirafm. Tem ainda o telefone do estúdio (11) 3923-2480.

terça-feira, 3 de julho de 2012

259 portadores de sonhos olímpicos

Talvez a lista aumente até 27 de julho, mas é improvável. Em Londres, é quase certo que o Brasil tenha mesmo 259 atletas, ou melhor, 259 portadores de sonhos olímpicos, e que durante este mês e até 12 de agosto farão parte também do momento onírico do todos nós, amantes do esporte brasileiro.

O número de esportistas é menor do que em Pequim 2008, quando 277 atletas representaram o Brasil. Porém, a quantidade de representação de modalidades é a mesma, 32, o que para mim é um claro sinal de que ‘perdemos’ em quantidade, mas aprimoramos nossa qualidade de representação olímpica.

Dos esportes individuais, como quase sempre acontece, atletismo e natação puxam a fila em quantidade de representantes: 36 nas pistas, 20 nas águas. E são nessas modalidades que estão algumas das grandes esperanças de medalhas: nas toucas de César Cielo, Bruno Fratus e Poliana Okimoto e nas sapatilhas de Marilson dos Santos, Rosângela Santos, Maurren Maggi e Fabiana Murer.

Judô e vôlei de praia também devem levar a bandeira brasileira ao pódio, já que é difícil imaginar que Mayra Aguiar, Sarah Menezes, Leandro Guilheiro, Tiago Camilo e Rafael Silva não figurem entre os três melhores judocas de suas categorias, e que Alison/Emanuel e Juliana/Larissa estejam fora do pódio nas areias. Outras apostas de medalhas quase certeiras são na equipe brasileira de saltos do hipismo e em Robert Scheidt/Bruno Prada, na vela.

Entre os esportes coletivos, as seleções de Bernardinho e José Roberto Guimarães não são favoritíssimas ao ouro, mas devem chegar ao menos às semifinais do vôlei. O basquete masculino, reforçado pelos brasileiros da NBA pode surpreender e fisgar prata ou bronze, já o feminino terá feito muito se chegar às semifinais. O handebol feminino, este sim, pode sonhar com medalhas, depois do elevado nível de jogo que demonstrou no mundial em São Paulo no ano passado.

No futebol, Marta é a eterna esperança de que dessa vez o ouro sai para as ‘nossas meninas’, entre os homens, o nome de ouro atende por Neymar: se ele for genial, como sabe ser, ninguém vai parar o Brasil, nem as boas gerações de jovens espanhóis e uruguaios.

Temos ainda uma relação de esportistas que não figuram como favoritos, mas que têm potencial para surpreender: Ana Barbachan/Fernanda Oliveira e Bimba, na vela; Roseli Feitosa e Myke Carvalho, no boxe; Erlon Silva/Ronílson Oliveira, na canoagem; Gregorly Panizo, no ciclismo; Diego Hypólito e a equipe feminina de ginástica artística; Yane Marques, no pentatlo moderno; Fabiana Beltrame/Luana Bartholo, no remo; Fábio Gomes, no atletismo; Diogo Silva e Natália Falavigna, no taekwondo; Ana Luiza Ferrão, no tiro esportivo; Reinaldo Collucci, no triathlon; e Ricardo/Pedro Cunha e Maria Elisa/Talita, as duplas número 2 do Brasil, no vôlei de praia.

Pois bem, misturando meu olhar de jornalista esportivo com uma pitadinha de torcedor, acredito que o Brasil voltará de Londres com 21 medalhas. Não cravo as quantidades de ouro, prata e bronze, até porque penso que quase nunca há grande diferença técnica entre os quatro melhores de um torneio olímpico, em qualquer modalidade: os resultados, a partir de então, são determinados pelo aspecto psicológico e também por uma, assim digamos, ‘sorte de medalhista’. Que esta, esteja ao lado dos brasileiros em Londres!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Os sinais da superliga ao vôlei brasileiro

Às vésperas do torneio pré-olímpico de vôlei feminino, que acontece de 9 a 13 de maio na cidade de São Carlos, no interior paulista, confesso estar um tanto quanto preocupado com o futuro da seleção brasileira, comanda por José Roberto Guimarães.

Claro, assim como 99% dos apreciadores de vôlei, tenho a certeza que o Brasil se classificará para Londres, afinal o que podem fazer Argentina, Peru, Colômbia, Uruguai e Chile, contra a seleção campeã em Pequim 2008 e que terá no pré-olímpico o talento de Paula Pequeno, Fernanda Garay, Sassá, Dani Lins, entre outras estrelas do vôlei nacional? Praticamente nada.

O problema será na olimpíada, quando teremos pela frente fortes seleções, entre as quais as norte-americanas, que perderam a decisão de 2008 para as brasileiras. Enrolei, enrolei, e ainda não falarei a origem da minha preocupação, não é?

Pois bem, fique angustiado ao ver a norte-americana Hooker, oposto do Sollys Osasco, ser o nome do jogo na final da superliga feminina no último sábado, dia 14, contra o Unilever Rio de Janeiro. Sozinha, ela fez 20 pontos, ou seja, decidiu praticamente um dos três sets vencidos pela equipe de Osasco.

E olha que do outro lado estava a equipe que mais títulos acumula na superliga nos últimos anos e que é treinada pelo tarimbado Bernardinho, técnico da seleção feminina. Sim, me deu desespero ao ver que estrelas como Sheila, Mari, Juciely, Fabi e Carol, potenciais integrantes do Brasil em Londres, não conseguiram conter a tal da Hooker.

Claro, do outro lado, no time campeão do Sollys, estavam Fabíola, Jaqueline, Tandara, Adenízia (que fez um partidaço) e Camila Brait, também selecionáveis, mas o jogo não podia ser o massacre que foi: 3 sets a 0 para o Sollys Osasco, com largas parciais de 25/14, 25/18 e 25/23.

Ainda falando de seleção, a masculina também não me deixa muito seguro de pódio olímpico em Londres, embora tenhamos atletas em excelente fase como o Wallace, do Sada Cruzeiro. Porém, a bola da vez está pelas bandas do Vôlei Futuro, de Araçatuba, que enfrenta o Sada na final do próximo sábado.

E aí mora o problema: quem joga no time? Ricardinho (o Bernardinho não convoca mais), Lorena e Mário Júnior (que de vez em quando aparecem na seleção). E quem o Vôlei Futuro derrotou nas semifinais? O Rio de Janeiro, onde jogam os selecionáveis Marlon, Théo, Dante e Lucão.

Diante desse quadro duas sentenças: o vôlei brasileiro pode estar em um momento de renovação de craques, o que seria ótimo; mas também as escolhas de Bernardinho e Zé Roberto podem estar equivocadas. É meio preocupante, não acha, meu amigo do esporte?

Foto: Confederação Brasileira de Vôlei

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Acho que teremos mais de 277 atletas em Londres

Particularmente, recebi com surpresa na quarta-feira, 28 de março, a avaliação do superintendente executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinicius Freire, de que o Brasil não igualará, em Londres, o número de 277 atletas que representaram o país em Pequim 2008.

Freire disse que o COB trabalha com a perspectiva que 250 atletas representarão o Brasil em Londres, “gostaríamos de ter uma expectativa maior, mas temos que ser realistas”, afirmou, complementando que “faltou tempo para que pudéssemos nos organizar e esperar resultados melhores”.

Bom, Freire analisa a coisa da parte estratégia e está correto, mas felizmente o esporte nos surpreende. Uma dessas surpresas aconteceu no último sábado, dia 31, quando o mineiro Jonathan Henrique Silva, de 21 anos, obteve índice para a olimpíada na prova de salto triplo, conseguindo a segunda melhor marca de 2012.

Os 17 metros e 39 centímetros, 19 centímetros acima do necessário para ir a Londres, obtido por Jonathan rendeu elogios até do experiente Nélio Moura, que treina a campeã olímpica Maurren Maggi.

Já são 166 atletas classificados e eu acredito que passaremos os 277. Em que me baseio pra isso? Realmente não tenho uma resposta concreta a dar é mais intuição de que o esporte brasileiro evoluiu em quatro anos. Acho inclusive, que conseguiremos superar a quantidade de 15 medalhas alcançadas em Pequim 2008.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O incansável Hugo e as renovadas esperanças do tênis de mesa

Pela sexta vez consecutiva, Hugo Hoyama vestirá o uniforme olímpico brasileiro. Na segunda-feira, dia 5, ele se garantiu para Londres 2012 ao ficar com o vice-campeonato no Latino Americano de Tênis de Mesa, disputado no Rio de Janeiro.
Aos 42 anos, o veterano mesa-tenista iguala o feito do velejador Torben Grael como recordista de participações olímpicas e não se vê com muitas chances de participar da olimpíada Rio-2016. "Sempre falo que vou continuar treinando, mesmo após Londres. Enquanto eu me sentir bem para representar o Brasil e tiver condições de competir, vou tentar ajudar meu país. Mas acho que fica um pouco difícil para mim os Jogos do Rio, em 2016", comentou ao site GloboEsporte.com.
Além de Hugo, o Brasil contará em Londres com a experiência de Lígia Silva, 31 anos, Gustavo Tsuboi, que está no auge da carreira aos 26 anos e com a juventude de Caroline Kumahara, 16 anos. Os quatro competem nos jogos individuais e o Brasil jogará ainda a competição masculina por equipes. O terceiro atleta do time masculino ainda será escolhido, mas a vaga ficará entre Thiago Monteiro e Cazuo Matsumoto.
Até hoje o tênis de mesa brasileiro não tem medalhas olímpicas. O melhor resultado foi obtido justamente por Hugo Hoyama em Atlanta 1996, 9º lugar.
Com a classificação dos quatro mesatenistas e a confirmação da vaga de Renzo Agresta, da Esgrima, por colocação no ranking da modalidade, a delegação brasileira para Londres já está em 160 atletas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Superações de Marcel Stürmer sobre os patins

Um dia, faz certo tempo já, na cidade de Lajeado, no Rio Grande do Sul, um adolescente se encanta por uma menina que adorava patinar. Ele, então, começa a dominar as técnicas para se equilibrar sobre os patins. Não conquista a moça, mas ingressa em um esporte tido por muitos como “coisa para menina” e faz desta prática seu passaporte de sucesso.


Outro dia, faz poucos meses, esse adolescente, já moço formado, está com as malas prontas para embarcar para o Pan de Guadalaraja, quando roubam seus equipamentos de patinação. Ele viaja para a competição mesmo assim e volta com o tri-campeonato panamericano da modalidade.



Teimosia e superação. Novamente, no último fim de semana, essas duas palavrinhas estiveram sobre os patins de Marcel Stürmer, que em Brasília, conquistou uma inédita medalha de prata para o Brasil na categoria individual livre do 56° Mundial de Patinação Artística, realizado pela primeira vez no país.


Com a coreografia sobre James Bond (o agente 007), a mesma que lhe valeu o ouro em Guadalaraja, Marcel só foi superado pelo italiano Dario Betti, em Brasília. Aliás, o italiano não fez mais do que a obrigação já que seu país é referência na modalidade e neste mundial os italianos faturaram 39 medalhas, sendo 20 de ouro.


Marcel, sim, fez mais do que devia, embora já se esperasse uma medalha dele, pois em quatro mundiais anteriores o brasileiro faturou bronzes.


Porém, que cobrança por medalhas o Brasil pode fazer sobre um atleta que sofre o preconceito de ser praticante “do esporte pra mocinha”, que pertence a uma modalidade que recebe pouquíssimos investimentos do Comitê Olímpico Brasileiro (a patinação artística não é esporte olímpico) e que o ano que vem, por falta de competições de alto rendimento, seguirá ganhando a vida não como esportista, mas como artista de patinação em atrações no Brasil e no mundo?


De fato, nada temos a cobrar, só a agradecer a Marcel Stürmer, um brasileiro que dignifica a imagem do nosso esporte pelo mundo e que com seu talento influencia o despertar de novos talentos da patinação de norte a sul do Brasil.


Três desses novos talentos também conquistaram medalhas no Mundial de Patinação Artística, disputado no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, entre os dias 13 e 27 de novembro (aliás, que vergonha, o mundial teve que ser interrompido por goteiras e exceto de mosquitos no local): Gustavo Casado, 20 anos, foi prata no combinado sênior de rotinas livres e técnicas; Diego Dores conquistou prata na prova in line júnior, e Carlos Radtke, foi bronze no combinado livre júnior.


Destaques ainda para outros bons desempenhos de atletas brasileiros entre os 1.200 atletas de 40 países que estiveram em Brasília: na categoria livre sênior, César Mota foi o 11°; e na versão feminina da prova, Julia Balthazar alcançou a mesma posição, Juliana Almeida terminou em 18ª e Thatiana Resende foi a 23ª. Na mesma prova na categoria júnior, Thalita Haas, bronze no Pan de Guadalaraja, foi a quarta colocada.


Marcel Stürmer, parabéns! Que temporada fantástica, hein: prata no mundial, e cinco títulos: O Pan de Guadalaraja, o pré pan (em que Gustavo Casado foi o segundo), o Sulamericano, o Interamericano e o Campeonato Brasileiro. Siga nas trilhas da vida, patinando sobre os preconceituosos e faturando mais medalhas para o Brasil.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Superação esportiva e financeira do paradesporto brasileiro

A participação dos brasileiros nos Jogos Parapan-americanos de Guadalaraja, encerrados no domingo, dia 20, foi espetacular. Pela segunda edição seguida, o Brasil liderou o quadro de medalhas. Foram 30 ouros a mais que os Estados Unidos: tivemos 81 medalhas douradas, 61 pratas e 55 bronzes.

Sem dúvida alguma, Daniel Dias foi o fenômeno do Parapan ao conquistar 11 ouros na natação, um terço das 33 medalhas brasileiras douradas nas águas de Guadalaraja.

Somados, nosso paradesportistas quebraram 54 recordes parapan-americanos e dois mundiais, e agora o Brasil já tem 104 vagas asseguradas na paraolimpíada de Londres 2012, em 17 modalidades. A meta do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) é superar a quantidade de 188 atletas que representaram nosso país na paraolimpíada de Pequim 2008.

Somente por ter chegado a uma competição internacional como o Parapan, cada esportista brasileiro já pode ser tomado como exemplo de superação e ícone de que a força de vontade, aliada à determinação, sobrepõe-se às limitações físicas.

Mas em Guadalaraja o paradesporto brasileiro deu exemplo mesmo foi de superação financeira, ou melhor, de bom aproveitamento dos poucos recursos que tem, em comparação ao que se disponibiliza ao esporte olímpico.

O cálculo é simples: enquanto em 2010, o CPB teve um orçamento disponível de R$ 30 milhões, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) teve R$ 36,8 milhões somente de superávit de suas contas. Em contrapartida, o esporte olímpico voltou de Guadalaraja com 141 medalhas (48 ouros) e o paradesporto com 56 a mais, além de um “superávit” de 33 pódios dourados.

O interessante é que tanto para o desporto quanto para o paradesporto, a principal fonte de receita é o repasse de 2% da arrecadação bruta das duas loterias federais, através da lei Agnelo Piva. Porém, a legislação não é isonômica com esportistas e paradesportistas, conferindo ao comitê destes 15% dos recursos e ao daqueles 85% do total repassado.

Some-se a isso o fato de que na maioria das confederações o esporte olímpico conta com mais verbas que o paraolímpico e tem-se a magnitude da espetacular participação brasileira em Guadalaraja, na proporção monetária “custo/benefício” por atleta.

Não seria a hora, de rever o percentuais de repasse da lei Agnelo Piva, e mais importante do que isso, que as empresas privadas apoiem o paradesporto, pois “o valor” que se agregará a qualquer marca é significativo? Fica minha provocação...

Para os que ainda têm dúvidas se vale a pena investir no paradesporto brasileiro, nunca é demais lembrar que de 13 modalidades em que o Brasil esteve em ação no Parapan, em 12 teve medalhas e em nove ao menos uma de ouro. Somente os paradesportistas do tiro com arco voltaram sem pódios do México, mas essa situação também foi vivida pelos esportistas que representaram o país no Pan.

Algumas análises peculiares do Brasil no Parapan: na natação foram 85 medalhas conquistadas (33 ouros, 23 pratas e 29 bronzes). Além do fenômeno Daniel Dias, André Brasil também subiu ao lugar mais alto do pódio por seis vezes e novatos como Caio Oliveira, 18 anos, Vanilton Filho, 18, e Talisson Glock, 16, venceram em suas categorias. Após quatro parapans, Clodoaldo Silva competiu pela última vez e deixou o México com quatro medalhas, sendo duas de ouro.

No atletismo, a campeã e recordista mundial Terezinha Guilhermina não decepcionou e venceu os 100, 200 e 400 metros rasos, ajudando na conquista das 27 medalhas douradas da modalidade, do total de 60 pódios do atletismo brasileiro. Destaques ainda para Daniel Silva, que quebrou o recorde parapan-americano nos 400 metros; e para Lucas Prado, que foi ouro nos 100 e 200 metros.

Nos esportes coletivos, o Brasil venceu os Estados Unidos nas finais do gollball masculino (a equipe feminina foi prata) e também no vôlei sentado, chegando ao bi-campeonato. Bi campeão também foi a seleção de futebol de 5, ganhando da Argentina, por 1x0, com um gol de Ricardinho no 2° tempo da prorrogação.

No tênis de mesa, grande desempenho com 12 ouros e 24 medalhas no total, bem como no judô, com dois ouros e quatro pratas, ficando atrás apenas de Cuba na quantidade de conquistas. Favorito, Antônio Tenório, tetracampeão paraolímpico ficou com a prata; e recuperada de uma lesão na medula, Karla Ferreira faturou a medalha de ouro, tornando-se bicampeã parapan-americana.

No tênis em cadeira de rodas, Carlos Jordan e Maurício Pomme, confirmaram favoritismo; no ciclismo de estrada, Soelito Gorh conseguiu dois ouros; no halterofilismo, foram seis medalhas; na bocha foram dois bronzes e um ouro, com Fábio Moraes; e no basquete em cadeira de rodas, a equipe feminina se garantiu para Londres 2012 ao bater as mexicanas na decisão da medalha de bronze.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Brasil no top 8 do tênis de mesa

O tênis de mesa masculino brasileiro alcançou um resultado magistral na sexta-feira, 4 novembro, em Magdeburg, na Alemanha: a equipe formada por Cazuo Matsumoto, Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro chegou, pela primeira vez na história, às quartas de final da Copa do Mundo por equipes.

O feito foi obtido após a vitória por três jogos a dois sobre a Hungria, com atuação decisiva de Matsumoto que venceu suas duas partidas de simples. Thiago e Gustavo venceram o duelo das duplas. Nas quartas de final, o esforçado trio brasileiro não foi páreo para o Japão: perdeu três jogos e venceu um, de novo nas duplas com Thiago e Gustavo.

Apesar do triunfo sobre os brasileiros, os japoneses ficaram pelas semifinais. China e Coréia do Sul, só pra variar, decidiram o título, com vitória chinesa por três jogos a zero, com os brilhantes Ma Long, Xi Xin e Wang Ha.

Detalhe, que certamente não passou desapercebido do leitor, é que o veterano Hugo Hoyama, de 42 anos, não integrou o trio brasileiro. Aliás, isso não é um detalhe é o detalhe: o Brasil figurar entre as oito melhores nações do tênis de mesa mundial sem o nosso multicampeão panamericano (10 ouros), mostra que o trabalho de transição está sendo bem conduzido pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Digo que a transição está em execução, pois Hugo Hoyama ainda não “pendurou as raquetes”. Junto ao jovem trio brasileiro, o veterano levou o Brasil, também na sexta-feira, na mesma cidade alemã, ao título da Copa Intercontinental (uma espécie de torneio preparatório da Copa do Mundo), com vitórias sobre os conjuntos da Austrália (3x1), Canadá (3x0) e Egito (3x2).

É bom ver que a semente plantada por Hugo Hoyama e o já falecido Cláudio Kano (vítima de acidente de trânsito em 1996) está dando bons frutos, após quase duas décadas de investimento e seriedade de gestão esportiva.

A propósito, o hábil e inesquecível Cláudio Kano vai virar filme. Os feitos do mesa-tenistas serão retratados em um documentário, patrocinado pela Petrobrás e feito em parceria com o canal ESPN-Brasil. O enredo trás entrevistas com os pais de Cláudio e colegas de raquete e bolinha. Homenagem pra lá de merecida. O documentário ainda não tem data para ser lançado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Brasil: mais ao ritmo de Solonei do que de Thiago

Dos resultados do Brasil no Pan de Guadalaraja, encerrado no último domingo, 30, que vieram das pistas, campos, piscinas, ruas e quadras, ficou uma dúvida central: já podemos ser considerados uma potência esportiva?

Sinceramente... não! Mas as notícias são boas, pois estamos acertando o caminho. Potências esportivas figuram nos primeiros lugares dos rankings de medalhas, especialmente quando competem fora de seus domínios. Convenhamos: 141 medalhas brasileiras, sendo 48 de ouro, em Guadalaraja, mostraram de fato que o esporte do nosso país já é forte internacionalmente.

Uma potência esportiva também tem ídolos em muitas modalidades e o Brasil contou com muitos deles em Guadalaraja: na natação, com César Cielo e Thiago Pereira (o recordista brasileiro em medalhas de ouro panamericanas, 12), Hugo Hoyama, do tênis de mesa, Tiago Camilo, do judô, Juliana e Larissa, do vôlei de praia, Maurren Maggi, do atletismo, atletas que certamente a maioria das pessoas comuns se encontrasse pelas ruas reconheceria.

Então, o que falta para sermos um “país-potência-esportiva”, então? Alcançar o mesmo número de medalhas que os Estados Unidos em olimpíadas e torneios internacionais. Passar de 100 medalhas de ouro nessas competições? Nada disso...

Em um “país-potência-esportiva”, um campeão como Solonei Rocha, vencedor da maratona no Pan, não é descoberto por acaso (o cara era coletor de lixo no interior de São Paulo), tampouco recebe capacitação técnica de alto rendimento após os 20 anos de idade. Eis um exemplo da nossa falta de planejamento para descobrir talentos.

Uma nação que quer figurar entre as potências do esporte mundial também não pode imaginar que um atleta para adquirir condicionamento físico estabeleça sua dieta alternativa, com o mínimo supervisionamento de um nutricionista.

Fernando Saraiva, 21 anos, ouro no levantamento de peso em Guadalaraja, assim o fez: há quatro anos, intuiu que precisava engordar 30 quilos para mudar de categoria. Resolveu ganhar peso por conta própria e no México faturou o ouro. E que efeito isso terá no futuro do esportista, quando entrar nas idades do “enta”? Ninguém sabe, e nem quer saber, o que vale é o imediato campeão.

Fico só com esses exemplos para sentenciar: nossos atletas são medalhas de ouro em superação; as políticas governamentais imediatas de incentivo ao esporte estão, a muito custo, tentando mirar o pódio, mas o planejamento para estruturar a formação e descoberta de campeões no Brasil segue em ritmo bem tranquilo, calmo demais até, para uma nação que será o centro das atenções esportivas em 2016.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Em dia de 6 ouros do Brasil, Cuba encostou, mas ainda não passou

Graças aos seis ouros brasileiros conquistados ontem, quinta-feira, contra sete douradas cubanas, o Brasil ainda segue líder no quadro de medalhas, mas agora apenas com dois primeiros lugares a mais que Cuba: 39x 37. Por outro lado, faltam apenas 14 ouros para igualar o desempenho do Pan do Rio, quando tivemos 52 vitórias. Se faturar em média, cinco ouros por dia, chegaremos lá. Ainda dá...


Certamente nenhuma das 19 medalhas dos atletas ontem, foi mais significativa que o ouro de Fernando Reis, no levantamento de peso. Sem apoio, treinando quase sem orientação, o brasileiro de 21 anos, levantou (somando arranque e arremesso) 410 quilos, conseguindo assim novo recorde panamericano, uma inédita vitória para o país no Pan e a volta da modalidade ao pódio após 16 anos.


No judô, o Brasil manteve “100% de pódio”, somando às três medalhas conquistadas na quarta, os ouros esperados de Leandro Guilheiro, na categoria até 81 kg (16° pódio seguido dele na temporada), e de Tiago Camilo, por ippon, na categoria até 90 kg. Além disso, tivemos duas medalhas de bronze no feminino, com Mayra Aguiar, na categoria até 78kg e outro de Maria Portela para competidoras até 70 kg.


No atletismo, foi uma chuva de medalhas brasileiras. Marilson dos Santos confirmou o favoritismo e correu para o ouro nos 10 mil metros rasos e teve a companhia no pódio, do também brasileiro Giovani dos Santos, bronze. Cruz da Silva conseguiu a prata nos 5 mil metros, repetindo a conquista dos 10 mil dias antes. Tivemos ainda dois bronzes: Jeferson Sabino conseguiu terminar em terceiro no salto triplo e Bruno Tenório chegou a liderar a prova dos 200 metros, mas cruzou a linha de chegada no terceiro posto.


Da ginástica artística, em seu último dia de competição, vieram duas medalhas no masculino. O esperado ouro de Diego Hypólito no solo, e a prata de Arthur Zanetti nas argolas. Adrian Santos, no feminino, passou a poucos pontos do pódio, mas terminou na sétima posição.


Nos esportes coletivos, a seleção feminina de futebol decepcionou. Até os 42 minutos do segundo tempo, vencia por 1x0, mas tomou o empate em um vacilo da zaga e na decisão por pênaltis, perdeu duas cobranças, deixando o ouro para o Canadá. O basquete masculino vencia por 17 de vantagem os norte-americanos no segundo quarto, mas parou de jogar nos períodos seguintes e tomou a virada de 88 a 77. No polo masculino, o Brasil sucumbiu diante do Canadá e só disputa bronze amanhã, medalhas que as meninas buscaram obter hoje na decisão de terceiro lugar.


No hipismo, a equipe de saltos chegou a seu limite, mas era quase impossível bater os favoritos norte-americanos. Deu prata com Doda Miranda, Rodrigo Pessoa, Karina Johanpeter e Bernardo Alves.


Tivemos ainda outros quatro bronzes: com Marcelo Suartz no boliche individual, após perder a semifinal para Santiago Mejia de Cuba; na canoagem velocidade, categoria k4 1000 metros com Celso Júnior, Gilvan Ribeiro, Givago Ribeiro e Roberto Maheler. No caratê, Wellington Silva também garantiu bronze na categoria até 84 kg. Por fim, nos saltos ornamentais, um erro de um adversário no último salto levou César Castro ao bronze no trampolim de 3 metros.


Nos próximos dias, nos resta torcer pela recuperação do basquete masculino, pelo favoritismo do vôlei masculino e dos nossos judocas, de algumas surpresas no atletismo e boxe e acima de tudo secar muito Cuba para alcançarmos a segunda posição.


Domingo, às 19h, no Galera do Esporte, em www.radiocantareira.org, apresento um panorama completo do desempenho brasileiro em Guadalaraja. Conto com sua sintonia e juntos seguimos torcendo pelo Brasil. Abaixo, ouça podcasts dos nossos brasileiros no Pan.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cuba encosta no Brasil, mas atletismo e judô salvam lugar no ranking

Como previsto por muitos desde o começo do Pan, a “sonolência” de Cuba para conquistar medalhas de ouro iria acabar quando começassem as disputas de judô, boxe e levantamento de peso. Só ontem, quarta-feira, os cubanos conquistaram cinco ouros, sendo dois no judô e um no atletismo, levantamento de peso e pelota basca, alcançando assim 30 vitórias em Guadalaraja 2011.

Com os resultados, os cubanos encostaram de vez nos brasileiros na briga pelo segundo lugar no quadro de medalhas, mas com nossos três ouros de ontem no atletismo e um no judô, seguimos na frente: 33 x 30, em medalhas douradas.

Dos três ouros do atletismo, destaque para o de Leandro Oliveira nos 1.500 metros. Ele e o equatoriano Bryon Piedro cruzaram a linha de chegada praticamente empatados, mas no fotoline, nosso corredor levou a melhor por um centésimo de segundo.

Maurren Maggi, nossa rainha olímpica, foi soberana em Guadalaraja e com um salto de 6,94 metros alcançou o tri-campeonato no salto em distância. Lucimara Silvestre também foi muito superior às adversárias no heptatlo e ao faturar o ouro lamentou que muitos tenham dito que ela, por ser bem afeiçoada, tinha ido a Guadalaraja apenas para mostrar o corpo. O Brasil também teve mais uma medalha no atletismo, o bronze de Geisa Coutinho nos 400 metros rasos.

No judô, a vitória de Luciano Correia sobre o cubano Despaigne na final da categoria até 100 k, teve um sabor duplamente gratificante, pois ajudou o Brasil a abrir vantagem sobre o adversário direto no quadro de medalhas e significou o troco de Luciano à semifinal perdida no Pan do Rio em 2007.

Ainda dentro dos tatames, Rafael Silva chegou a final da categoria acima de 100 kg, mas acabou derrotado pelo cubano Oscar Brayson, enquanto Maria Suellen Altheman conquistou a medalha de bronze, após aplicar o ippon com 34 segundos de luta sobre a norte-americana O´Rourke, pela categoria acima de 78 kg.

Fechando a lista de medalhas brasileiras do dia, tivemos três bronzes no boxe: Mike Carvalho, Julião Neto e Roseli Feitosa perderam seus embates semifinais e garantiram medalha automaticamente. Já Yamaguchi Falcão e Robson Conceição venceram suas lutas semifinais e decidirão o ouro contra, respectivamente, Julio Cesar La Cruz e Yasnier Toledo, boxeadores cubanos.

Nos esportes coletivos, a seleção de basquete masculino suportou bem a pressão da equilibrada equipe do Uruguai e estreou bem com vitória de 80 a 71. No vôlei masculino, os comandados de Rubinho viraram pra cima dos Estados Unidos e já estão nas semifinais de sexta-feira: três sets a um, em 18/25, 25/17, 25/14, 25/18. Já no polo aquático feminino, as norte-americanas massacraram as brasileiras por 13x1. Na sexta, as brasileiras tentarão o bronze contra as canadenses.

Teve gente que passou perto de garantir medalhas, mas ficou pelo caminho: na esgrima, Renzo Agresta perdeu nas quartas de final do sabre; na canoagem, a equipe do k4 masculino ficou em quinto na final vencida pelo Canadá; e no trampolim de 3 metros dos saltos ornamentais, a dupla Ian Mattos e César Castro foram superados no último salto por Pupo e Hernandez de Cuba.

Alguns outros resultados: Liliane Menezes foi a sexta colocada na categoria até 69 kg do levantamento de peso; na primeira qualificatória do boliche individual, Marcelo Suartz foi o oitavo e Márcio Viera o vigésimo sexto. Na ginástica artística, Daniele Hypólito foi a sétima no individual geral e nos saltos ornamentais, na plataforma de 10 metros, Andressa Mendes, de apenas 14 anos, terminou em quinto e Natali Cruz, de 18 anos, foi a décima segunda.

Hoje, todas as atenções estão voltadas para a decisão do futebol feminino entre Brasil e Canadá, às 20h, com ligeiro favoritismo brasileiro. Tem também Brasil e Canadá nas semifinais do polo aquático masculino, além de boas chances de medalhas do país no judô, especialmente com Tiago Camilo, no atletismo, Marilson Gomes é favorito ao ouro, e na ginástica artística masculina, com Diego Hypólito.

Nesta semana, todos os dias às 8h45, no Manhã Cantareira, em www.radiocantareira.org, tenho comentado o desempenho do Brasil no Pan. E no domingo, das 19h às 21h, apresentarei a última edição especial do Galera do Esporte sobre o Pan. Boa Abaixo você tem podcasts dos nossos representantes nos jogos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Brasil: 1000 pódios em pans, em dia de Maurine

Sou um jornalista extremamente apegado a números, logo, o dia de ontem, em que nossos esportistas brasileiros alcançaram a milésima medalha na história dos Jogos Panamericanos foi, para mim, cheio de expectativa.

Faltando apenas duas conquistas para que chegássemos à marca, a medalha de número 999 só pintou às oito e meia da noite. A propósito, que surpresa, hein: sem estar cotada como favorita, Rosangela Santos, no atletismo, foi ouro nos 100 metros rasos, com o tempo de 11 segundos e 22, sua melhor marca. Muito bom!

Agora só faltava uma. Sentado na lanchonete de uma faculdade na capital paulista (esperando minha namorada sair da aula), via em uma tevê portátil o jogo do Brasil com o México pelas semifinais do futebol feminino. Aqui, aliás, mais um parênteses: grande vitória brasileira! Foi só um a zero, tão apertado quanto a semifinal do Pan de 2007 contra as mexicanas (quando vencemos por dois a zero), mas ver a Maurine anotar o gol da vitória, após dar um exemplo de profissionalismo e superação não tem preço: no domingo, o pai de Maurine, o senhor Brasil, faleceu, e ela optou em continuar nos jogos. Ontem foi decisiva.

Mas voltemos a medalha de número mil: nove da noite. O locutor da emissora pela qual assistia o jogo, destaca: “O Brasil acaba de conquistar a medalha de ouro na ginástica artística masculina por equipes. Você vai ver a apresentação completa do Brasil depois da novela...”. ‘Ufa, conseguimos a milésima, medalha’, comemorei em silêncio. Minutos depois me dei conta do que representava a conquista:

Por mais que tenha pesquisado como um louco para saber quem foi nosso primeiro medalhista panamericano da história, não descobri (quem souber me fale, por favor), mas sei que Adhemar Ferreira da Silva foi nosso pioneiro em medalhas de ouro, quando venceu a disputa do salto triplo no Pan de Buenos Aires 1951. 60 anos depois, seis brasileiros também subiram ao lugar mais alto do pódio para nossa medalha número mil da história, em um esporte antes tido apenas para moças.

“Medalha de número mil? Nossa, não sabia! Estamos ficando importantes”, disse, surpreso, Diego Hypólito a uma repórter em Guadalaraja ao saber do feito brasileiro, conseguido por ele junto aos ginastas Francisco Barreto, Petrix Barbosa, Péricles da Silva, Arthur Zanetti e Sérgio Sasaki.

Ao chegar a medalha de número mil, o Brasil ingressa no seleto grupo de países formado por Estados Unidos (já tem quase 4 mil medalhas), Cuba (já acumulam mais de 1.800 pódios) e Canadá (que tem mais de 1.500 medalhas).

E como é o hoje que constrói a história, o Brasil iniciou o caminho rumo às 2 mil medalhas (vai demorar um pouquinho, mas acho que não 60 anos), com quatro conquistas de bronze, ontem.

Após cair nas semifinais, a seleção feminina de basquete bateu a Colômbia por 87 a 48 e terminou no terceiro lugar do torneio. No boxe, Robenilson de Jesus perdeu as semifinais na categoria até 56 kg, e garantiu o bronze, assim como Everton Lopes, que era favorito ao ouro, mas perdeu o embate das semifinais para Roniel Iglesias de Cuba. O brasileiro reclamou da parcialidade dos árbitros, marca negativa deste Pan, aliás.

Outro bronze, este muito festejado, foi o de Guilherme Toldo, de 19 anos, na esgrima, na prova do florete. Ele perdeu nas semifinais, mas durante a campanha da medalha venceu o vice-líder de sua categoria no ranking mundial.

No boliche masculino, nas duplas, Márcio e Marcelo quase chegaram ao pódio, foram quarto colocados, mesma posição alcançada por Wellison Silva, o Sherek, no levantamento de peso. Ele ficou a 1 quilo do bronze. Desde 1995, em Mar Del Plata, o Brasil não consegue medalhas nesse esporte.

Nos esportes coletivos, a seleção masculina bateu com facilidade Porto Rico por 3x0 (25/22, 25/14, 25/18), as seleções masculinas e femininas derrotaram a Venezuela no polo aquático e estão nas semifinais – os homens venceram por 19/10, as mulheres por 10/3. Hoje tem a estreia do basquete masculino, onde o Brasil é favoritíssimo à medalha de ouro. Também nesta quarta, começam as disputas do judô, com amplas chances de medalhas a todos os nossos representantes, além da canoagem.

Nesta semana, todos os dias às 8h45, no Manhã Cantareira, em www.radiocantareira.org, tenho comentado o desempenho do Brasil no Pan. E no domingo, das 19h às 21h, apresentarei a última edição especial do Galera do Esporte sobre o Pan. Boa Abaixo você tem podcasts dos nossos representantes nos jogos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Marcel Stürmer é o ouro de superação, mas basquete e handebol a decepção

Com uma trilha sonora dos filmes James Bond, o agente 007, o brasileiro Marcel Stürmer faturou o tricampeonato panamericano na patinação artística ontem em Guadalaraja.

Em condições normais de disputa Marcel, que também luta contra o preconceito daqueles que consideram a patinação um esporte só para moças, seria naturalmente favorito, mas o ouro em Guadalaraja teve um sabor especial, já que o brasileiro todos seus equipamentos roubados antes da viagem para o México, mas mostrou a superação dos grandes campeões na décima sexta edição do Pan. Na patinação feminina, Talitha Haas conseguiu o bronze.

Enquanto Marcel nos surpreendeu, a ginástica artística feminina decepcionou. Com apresentações irregulares e quedas de Daiane dos Santos e Adrian Nunes nos exercícios de solo, ficamos apenas na quinta posição. A esperança de redenção fica para hoje com as disputas masculinas por equipes.

Nos esportes coletivos, grande decepção com a derrota do basquete feminino nas semifinais contra a República Dominicana: 69 a 68, com direito a “apagão brasileiro” no segundo e terceiro quarto. No handebol, diferentemente da seleção feminina campeã no domingo, a masculina não suportou a pressão da torcida mexicana e tomou um revés dos argentinos, que ficaram com o ouro após o placar de 26 a 23. Para chegar a Londres 2012, os brasileiros terão que encarar agora uma repescagem contra três equipes europeias: “pedreira das bravas!”

A segunda em Guadalaraja teve ainda medalhas para o Brasil no atletismo: prata com Cruz da Silva, nos 10 mil metros, bronze de Joilson Silva nos 5 mil, apenas dois centésimos a frente do mexicano Juan Carlos Romero, e bronze também Ronald Julião no arremesso de disco. A decepção do dia ficou com Fabiana Murer. Favorita ao ouro no salto com vara, ela foi superada pela cubana Yarisley Silva e conquistou a prata.

Quero destacar também algumas medalhas do Brasil no último domingo, 23, com especial atenção aos ouros de Reinaldo Colucci, no triatlon, e de Adriana Silva, na maratona feminina, com direito a recorde panamericano. Trata-se de dois atletas que saíram do país para melhorar seu nível técnico, através de competições internacionais e se deram bem. A vela brasileira também foi genial com cinco ouro no domingo e mais de 50% do total de medalhas em disputa faturadas. Mas a heroína do fim de semana foi mesmo Pâmella Oliveira, que superou os próprios limites para ficar com o bronze no triatlon, desmaiando após cruzar a linha de chegada.

Nesta terça-feira, o Brasil deve conquistar a medalha de número mil em sua história nos pans, e essa medalha deve vir do atletismo, já que serão disputadas quatro finais no começo da noite e já temos 998 medalhas em pans, faltam duas, portanto. Os brasileiros também competem por ouro na ginástica e bolicche.

Amanhã, às 8h45, no Manhã Cantareira em www.radiocantareira.org, eu conto tudo deste dia de disputa na rádio do povo. E no domingo, das 19h às 21h, tem a última edição especial do Galera do Esporte sobre o Pan. Boa sorte Brasil. Abaixo você tem podcasts dos nossos representantes nos jogos.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Deu revanche brasileira no vôlei feminino em Guadalaraja

Passava da uma e meia da madrugada desta sexta-feira quando o Brasil conseguiu fechar o jogo contra Cuba e conquistar a medalha de ouro por três sets a dois. Que jogo! Após um primeiro set de pleno domínio brasileiro, Cuba foi superior no segundo e empatou o jogo e o terceiro set teve equilíbrio com vitória brasileira.

Não tenho dúvidas que mesmo com a derrota no quarto set, o Brasil ganhou o ouro nesse período. Após um rally de quase um minuto, Cuba marcou 19 pontos sobre o Brasil, seguiu pontuando até os 24 pontos, mas as brasileiras salvaram sete pontos do jogo das cubanas e mesmo com a derrota entraram melhor no tié-break para a vitória.

Os grandes destaques brasileiros foram Paula Pequeno, que substituiu muito bem Jaqueline no time, além de Fernanda Garay, que entrou durante a partida e foi fenomenal. Sheila passou quatro sets em partida discreta, mas no momento decisivo mostrou porque é a titular da equipe brasileira, explorando muito bem o bloqueio cubano. O ouro também não sairia sem a coragem de Zé Roberto Guimarães, que teve peito de mexer no time quando foi preciso, confiou no seu conjunto de “11 titulares”.

A quinta-feira em Guadalaraja teve ainda medalha dourada de Cesar Cielo. Na prova mais rápida da natação, os 50 metros livres, Cesão cravou o novo recorde panamericano em 21 segundos e 58 e o Brasil ainda teve a prata com Bruno Fratus. O dia só não foi melhor, pois Kaio Márcio e Gabriel Mangabeira não conseguiram ir ao pódio nos 100 metros borboleta.

Além dessas medalhas, os brasileiros conquistaram três bronzes na quinta-feira. No dueto, Lara Teixeira e Nayara Figueira foram terceiras colocadas no nado sincronizado. Luiz Fernando da Graça também volta bronzeado de Guadalaraja com a medalha na fossa double do tiro esportivo e no squash masculino, após a eliminação na semifinal por equipes para o México, Rafael Fernandes, Vinicius Rodrigues e Vinicius Lima voltam para casa com medalha de bronze na bagagem.

Outros resultados: nas lutas, todos os brasileiros foram eliminados antes das semifinais, no tiro com arco, Daniel Rezende sucumbiu nas quartas de final, e também no tênis de mesa individual nossos últimos representantes, Lígia Silva e Thiago Monteiro, deram adeus à competição nas quartas de final. No tênis de quadra, Felipe Mello foi eliminado na mesma fase da competição. Já nas duplas mistas, Rogério Dutra e Ana Cláudia Duarte perderam nas semifinais e hoje jogam pelo bronze, assim como Teliana e Vivian nas duplas femininas.

No futebol feminino, a seleção passou com dificuldades sobre a Costa Rica por dois a um, e decide no sábado o primeiro lugar do grupo com o Canadá. No vôlei de praia, Juliana e Larissa venceram nas semifinais e hoje decidem o ouro, enquanto Alison e Emanuel, após triunfo nas quartas-de-final, jogam nessa sexta por uma vaga na decisão.

Além de medalhas no vôlei de praia, o Brasil pode garantir nessa sexta-feira conquistas em outras modalidades, como no nado sincronizado por equipes. Teremos ainda a estreia do basquete e do boxe. Aliás, com o início das disputas nos ringues, os cubanos devem efetivamente encostar ou até ultrapassar o Brasil no quadro de medalhas. Até agora, nossa delegação soma 14 ouros contra dez dos cubanos. O Brasil tem 42 medalhas no total: além das 14 douradas, são 12 pratas e 16 bronzes.

O fim de semana reserva muitas emoções em Guadalaraja e estarei ligado nos jogos. No domingo, às 19h no Galera do Esporte, em www.radiocantareira.org, tem um panorama completo da participação brasileira em Guadalaraja nesta semana e a perspectiva do desempenho dos brasileiros que ainda vão estrear na competição. Não perca! Abaixo, ouça podcasts com os brasileiros que estão na maior competição esportiva das Américas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Inesquecíveis medalhas douradas para Thiago Pereira e Ana Luiza Ferrão

Aos 37 anos, a bióloga Ana Luiza Ferrão viveu um momento histórico em Guadalaraja, ontem, dia 19. A brasileira, já classificada para Londres 2012, faturou sua primeira medalha em pans, e foi logo uma de ouro, com os 773,9 pontos na final da pistola de 25 metros no tiro esportivo, novo recorde panamericano.

No noticiário dourado do dia, Ana Luiza teve a companhia do nadador Thiago Pereira, que com a vitória soberana nos 200 metros medley da natação chegou a sua décima medalha de ouro em Pans, a quarta nesta edição, tornando-se assim, aos 25 anos, ao lado de Hugo Hoyama, o maior vencedor brasileiro da história nos jogos.

Ainda ontem, Thiago caiu na água para a disputa do revezamento 4x200 livre e conquistou a prata ao lado de André Schultz, Nicolas Oliveira e Leonardo de Deus. O ouro ficou com os norte-americanos. Hugo Hoyama também esteve em ação no tênis de mesa, mas acabou eliminado no individual pelo cubano Andy Pereira por 4x2.

Também pelo tênis de mesa, Gustavo Tsuboi deu adeus ao torneio, mas Thiago Monteiro segue na briga por medalhas, hoje nas quartas de finais, assim como Lígia Silva. Jéssica Yamada e Carolina Kumahara, nossas outras representantes, estão fora.

A terça-feira em Guadalaraja teve outra medalha de prata para o Brasil, essa com um gostinho amargo. Fabiana Beltrame, nossa campeã mundial do remo, chorou muito após não ter conseguido vencer a final do single skiff leve, o ouro ficou com a norte-americana Gold Sack.

Teve outras medalhas brasileiras: no tiro esportivo, Roberto Schmits foi bronze na fossa olímpica, e na natação, Henrique Rodrigues foi prata nos 200 metros medley masculina. Na versão feminina da prova, Joana Maranhão sofreu com a altitude, a velocidade das americanas e o apoio dos mexicanos à atleta local, e terminou em quarto.

Nos esportes coletivos, a seleção de vôlei feminino não tomou conhecimento da República Dominicana e venceu por três sets a zero (25/19, 25/18, 25/23) e hoje encara
Cuba na final. Além de ser uma revanche ao Pan do Rio 2007, quando as cubanas venceram as brasileiras em casa, o jogo pode marcar a conquista da única medalha de ouro que falta a essa geração vencedora de olimpíada, Grand Prix e copas de vôlei.

No futebol masculino, em jogo truncado, Brasil e Argentina ficaram no 1x1. Henrique, pelo Brasil, e Araújo, pela Argentina, ambos em chutes cruzados, fizeram os gols da estreia das duas seleções, que precisam apresentar mais futebol para encantar os mexicanos.

Outros destaques brasileiros da terça-feira foram nossos velejadores: Matheus Delagnello, Alexandre do Amaral e Gabriel Borges, Ricardo Santos e Patrícia Freitas seguem na liderança de suas categorias; no squash masculino, a equipe brasileira formada por Vinicius de Lima, Rafael Fernandes e Vinicius Rodrigues eliminou a Argentina e já está nas quartas de final. No vôlei de praia, Juliana e Larissa venceram e estão nas semifinais, e o dia também foi vitorioso para Alisson e Emanuel, classificados para as quartas-de-final. Por fim, no nado sincronizado, a equipe brasileira foi terceira colocada na fase classificatória.

Nesta quarta-feira, o Brasil tem boas chances de medalha com Lara Teixeira e Nayara Figueira no nado sincronizado, além de possibilidades de pódio nas provas de lutas que começam hoje. Cesar Cielo volta às piscinas, a seleção de futebol feminino encara Porto Rico e tem a final do vôlei feminino às 23h. O país ocupa a segunda posição no quadro de medalhas, com 36 conquistas, sendo 12 ouros, 11 pratas e 13 bronzes.

Durante o Pan, de segunda a sexta-feira, às 8h45 da manhã, apresento um resumo do desempenho brasileiro no programa Manhã Cantareira, na rádio comunitária Cantareira FM 87,5 (www.radiocantareira.org). E aos domingos, das 19h às 21h, o Galera do Esporte, apresentado por mim na mesma rádio, traz todas as informações dos jogos em Guadalaraja, além de história e análises sobre a maior competição esportiva das Américas.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Thiago Pereira tenta ouro, mas só meninas da ginástica rítmica conseguem

Thiago Pereira se esforçou, mas ainda não conseguiu igualar as dez medalhas de ouro conquistadas por Hugo Hoyama na história dos Jogos Panamericanos. Com três ouros desde o começo das competições em Guadalaraja, o tubarão do Brasil faturou ontem, terça-feira, a medalha de bronze nos 200 metros peito, em prova vencida por Robert Mahoney, dos Estados Unidos.

Hoje, nos 200 metros medley, Thiago deve ser o vencedor e alcançar as dez medalhas douradas. Porém Hugo Hoyama segue em busca de sua décima primeira medalha de ouro na história dos jogos, já que ontem avançou na etapa classificatória das disputas individuais do tênis de mesa, assim como Thiago Monteiro, Gustavo Tsuboi e Jéssica Yamada.

Além da medalha de Thiago, a natação brasileira teve ontem um grande dia nas competições femininas. No revezamento 4x200 livre, Tatiana Barbosa, Manuella Lyrio, Jéssica Cavalheiro e Joana Maranhão faturaram a prata, melhorando o desempenho de 2007, quando a equipe feminina foi bronze. Ontem, Joana conseguiu ainda bronze nos 200 metros medley.

Foi da ginástica rítmica que pintou a única medalha dourada do dia. No combinado das fitas e arco, as brasileiras Dayane Amaral, Débora Falda, Bianca Mendonça, Eliane Sampaio, Drielly Daltoé e Luisa Matsuo venceram. Luisa se despediu da seleção em grande estilo. Quem também faturou medalha foi Angélica Kvieczynski, prata na disputa individual das maças.

Na ginástica trampolim, conquista histórica com Rafael Andrade, medalhista de prata. Antes, o Brasil só tinha conquistado um bronze, em 2007, no feminino, com Giovana Matheus. As outras medalhas do dia foram a prata de Alexis Mestre e João Borges Júnior, no dois sem timoneiro do remo; e o bronze de Júlio Almeida, na pistola de ar de 50 metros, a segunda medalha dele em Guadalaraja.

Nos esportes coletivos o Brasil venceu fácil a Argentina no futebol feminino, por dois a zero, e o handebol masculino voltou a atropelar mais um adversário: 37 a 15 sobre a Venezuela, e vaga garantida nas semifinais.

Também ontem, aconteceram as últimas disputas do taekwondo. Natália Falavigna foi eliminada no primeiro combate, e assim o Brasil se despediu dos jogos apenas com o bronze de Márcio Wenceslau conquistado no sábado, dia 15. Já no vôlei de praia, enquanto Juliana e Larissa avançaram para as quartas de final, Emanuel e Alisson foram surpreendidos por pelos cubanos Gonzalez e Piña, na derrota por dois a zero. A dupla volta à areia hoje precisando vencer.

Nesta quarta, destaques para a estreia do Brasil contra a Argentina no futebol masculino, deve ser parada dura, los hermanos vêm com o melhor que tem no sub 20. Também rolam as semifinais do vôlei feminino, com o Brasil encarando a República Dominicana, adversária batida no primeiro jogo da nossa seleção. Outra disputa com ótimas chances de medalhas é de Fabiana Beltrame. A campeão mundial de remo é a favorita na final do single skiff leve feminino.

O Brasil já tem 30 medalhas no Pan – 10 ouros, 9 pratas e 11 bronzes, ocupa a segunda posição, com um medalha de ouro a mais que o México, terceiro colocado. Soberanos, os norte-americanos lideram com 63 conquistas, 24 douradas.

Na rádio comunitária Cantareira FM (www.radiocantareira.org) todos os dias eu falo do Brasil no Pan de Guadalaraja no Programa Manhã Cantareira, das 8h às 10h; E nos domingos de outubro, o Galera do Esporte, que vai ao ar e à web das 19h às 21h, tem a primeira hora exclusivamente dedicada aos jogos. Ouça abaixo podcasts dos brasileiros nos jogos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Superação é marca de medalhistas brasileiros

Nesta terça-feira chegamos ao quarto dia de Jogos Panamericanos em Guadalaraja e o Brasil segue com desempenho surpreendente: já são 21 medalhas, sendo 9 ouros, 5 pratas e 7 bronzes, e um sólido e tranquilo segundo lugar no quadro de medalhas.

De domingo até a manhã desta terça, alguns esportistas brasileiros deram exemplos de superação, mas dois casos merecem destaque especial: Marcel Stumer e Hugo Hoyama. Marcel, bi campeão panamericano, mal chegou em Guadalaraja mas já virou notícia: após ter toda a sua bagagem rouba no embarque para o México, afirmou que competiria até de bermuda se preciso for. Não tenho dúvidas, de que será medalhista.

E Hugo Hoyama, hein? O incansável, o vencedor, o maior medalhista de ouro brasileiro na história do Pan chegou na segunda a sua décima conquista dourada na competição por equipes do tênis de mesa, ao lado de Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro. Hugo lutará por mais um ouro a partir de hoje no individual. Tem boas chances.

Porém, se der a lógica, Thiago Pereira, que já tem nove ouros panamericanos no currículo, o último conquistado ontem nos 100 metros costas, deve ultrapassá-lo em medalhas douradas, já que outras cinco finais para disputar. Mas Hugo continuará imortal, fantástico, pois é para poucos ser campeão panamericano aos 42 anos...

Ainda sobre a natação, na segunda-feira vivemos fortes emoções com Leonardo de Deus. O jovem de 20 anos venceu os 200 metros borboleta, mas um fiscal apontou irregularidade no uso do patrocinador da touca. Após uma hora de suspenso foi confirmado vencedor. Além do ouro dois destaques nesse caso: o primeiro é para a patrocinadora Yakult, já que penso que mais se deu bem do que mal nessa história, pois tornou-se ainda mais conhecida e o desfecho foi positivo. A outra observação é sobre a pressão que a Record fez nos bastidores para garantir a medalha do rapaz, postura certíssima, na minha opinião, quem tem poder pra isso deve exercê-lo quando preciso.

A segunda-feira brasileira em Guadalaraja tem foi marcada por outras conquistas expressivas: os dois bronzes da ginasta Angélica; o ouro da ginástica rítmica por equipes com as bolas; partidas vitoriosas de Juliana e Larissa e Alison e Emanuel no vôlei de praia, vitória difícil do Brasil sobre Cuba no vôlei feminino (em 2007 as cubanas venceram nossas meninas na final) e goleada no handebol feminino sobre o Uruguai.

Tivemos ainda o brasileiro Daniel Paiola do Badminton garantindo no mínimo um bronze para o país no individual da modalidade. Daniel vota à quadra hoje e se vencer as semifinais disputa o ouro. O Brasil nunca teve medalhas individuais nesse esporte. Hoje também tem Brasil e Argentina na estreia do futebol feminino.

Na rádio comunitária Cantareira FM (www.radiocantareira.org) todos os dias estou falo do boletim do Pan no Programa Manhã Cantareira, das 8h às 10h; E nos domingos de outubro, o Galera do Esporte, que vai das 19h às 21h, tem a primeira hora exclusivamente dedicada aos jogos. Interaja comigo em dgna_2003@ig.com.br ou galeradoesporte@hotmail.com; Ouça abaixo podcasts dos brasileiros nos jogos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Valeu, Tubarão! Que pena, Jaqueline...

O primeiro dia de competições em Guadalaraja começou dourado para o Brasil, com Thiago Pereira, o Tubarão do Brasil, nos 400 metros medley. Até certo ponto foi surpreendente, pois nesta temporada Thiago só tinha tido boas conquistas em competições nacionais e uma medalha de ouro nos 200 metros borboleta, em fevereiro, em torneio no exterior.

Thiago não teve adversários neste sábado e bateu em primeiro com 4min16s68, bem a frente dos norte-americanos Conor Dwyer e Robert Margalis, que completaram o pódio. Thiago nadará mais sete provas no Pan, incluindo a de revezamento neste domingo. Se vencer todas, bate o recorde de sete medalhas de ouro, que obteve no Rio 2007.

Ainda nas águas, o Brasil encerrou o sábado com outras três medalhas de prata: com Joana Maranhão, nos 400 medley feminino, Daynara de Paula nos 100 metros borboleta e no revezamento 4x100 medley feminino. Em julho, Joana foi prata nos 200 medley no Open de Paris, de modo que o resultado de ontem foi esperado.

No pentatlo moderno, Yane Marques também foi prata e criticou a organização dos jogos sobre as condições dos locais de competição, especialmente na prova final do combinado. Ela era favorita ao ouro, mas o lugar mais alto do pódio foi de Margaux Isaksen, dos Estados Unidos.

No taekwondo, Márcio Wenceslau foi bronze e reclamou da arbitragem na luta em que foi derrotado por Damian Villa, bicampeão mundial da categoria até 58 kg. A outra medalha do dia foi inédita para o Brasil: bronze de Angélica Kvieczynski no individual geral da ginástica rítmica. Antes , o país só tinha conquistas no individual por aparelhos e por equipes.

Ainda no primeiro dia de Pan, o tênis de mesa brasileiro saiu invicto das disputas, o squash venceu quatro partidas, o handebol venceu com facilidades e o vôlei feminino suou um pouco para bater as dominicanas por 3 a 1 e Jaqueline saiu de quadra desacordada, mas já está em tratamento, porém fora do restante do Pan.

Neste domingo, tem o pentatlo masculino, com poucas chances de medalhas para o Brasil, e brigas por medalhas na natação e taekwondo, ai som com boas chances para Diogo Silva, medalhista de ouro no Pan. Na hora do Galera do Esporte, das 19h às 21h, poderemos comemorar juntos as medalhas do taekwondo e ginástica rítmica.Fique ligado em www.radiocantareira.org